PRM considera denuncia da Renamo de alegada violação da trégua infundada

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A Polícia da República de Moçambique (PRM) lamentou esta terça-feira as acusações da Renamo de alegada provocação, em violação da trégua declarada, e disse que “a situação está normalizada”.

Em conferência de imprensa de balanço das actividades da polícia, o porta-voz do Comando-Geral da PRM, Inácio Dina, afirmou que as autoridades não têm nenhum registo de conflitos resultantes da crise política e militar após a declaração da trégua, alertando para “a tendência de politizar” as acções policiais que visam garantir a segurança das populações.

“Não há nenhum aspecto ligado à alteração da ordem pública no contexto daquilo que é a cessação das hostilidades militares. No terreno a situação está normalizada”, declarou o porta-voz da PRM, referindo que nas zonas de conflito as pessoas já começaram a voltar para as suas rotinas.

Num documento citado pela Lusa, na sexta-feira, a Renamo denunciou várias “provocações em violação das tréguas declaradas” em Moçambique, entre um homicídio, raptos, roubos, intimidações e extorsão.

“Queríamos lamentar estas declarações. Como sabem, as tréguas foram anunciadas e nós suspendemos imediatamente as escoltas”, afirmou o porta-voz do Comando-Geral da PRM, em alusão às colunas militares obrigatórias que estavam em vigor nas principais estradas do centro de Moçambique.

O documento da Renamo elenca vários incidentes nas províncias de Tete, Manica e Sofala, centro de Moçambique, poucos dias após o anúncio do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, de prolongar uma trégua de uma semana por mais dois meses, após uma conversa telefónica com o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi.

A Renamo, no documento, diz que as Forças de Defesa e Segurança “não estão preparadas para garantir os 60 dias de tranquilidade” declarados, acrescentando que a situação “deixa alguma preocupação”, apesar de a trégua não estar em causa.

O centro e norte de Moçambique estão a ser assolados há mais de um ano pela violência militar, na sequência da recusa da Renamo em aceitar os resultados das eleições gerais de 2014, exigindo governar em seis províncias onde reivindica vitória no escrutínio.

Lusa

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